Tecnologia
A Agência Nacional de Energia Elétrica
aprovou regras que permite o uso de novas formas de geração distribuídas
Por Cinthia Namy Takei
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), até o ano de
2024 cerca de 1,2 milhão de brasileiros já poderão produzir a própria energia.
Haverá também o sistema de geração distribuída, que são pequenos geradores de
fontes renováveis, como as placas solares e microturbinas eólicas. As mudanças nas
regras de micro e minigeração de energia do país foram votadas em novembro do
ano passado. Nesta última terça-feira (1), começou a valer as normas para a
geração distribuição no Brasil. Uma das regras é a geração compartilhada, em
que um grupo de pessoas instala um gerador de energia distribuída e utiliza em
conjunto. Esse sistema ajuda a reduzir a fatura das contas.
O diretor da Aneel Tiago Correia, afirmou que essa nova regra vai
possibilitar que mais pessoas tenham interesse em ter a geração compartilhada,
“Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos
são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais
rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado”, afirma.
Uma nova regra autorizada pela Aneel possibilita que o consumidor gere
energia em lugares diferentes. Por exemplo, o usuário produz a energia numa
fazenda e consome na cidade. Porém, isso só será possível desde que seja o
mesmo fornecedor de energia para os dois lugares. É possível usar a geração
distribuída para pessoas que moram próximas, utilizando painéis compartilhados,
aproveitando a luz do sol e economizando na conta de energia. Antes das novas
regras, apenas quem tinha painel solar no próprio telhado conseguia compensação
na conta de luz, agora não é mais necessário.
O custo para produzir um sistema de geração de energia distribuída no
Brasil ainda é caro. Mesmo assim, entre os anos de 2014 e 2016, o número de
consumidores quadriplicou, passando de 494 conexões para 1.930 conexões. Segundo
a Aneel, para esse ano, pode crescer em até 800%.
Se em um mês, a energia gerada for maior do que a consumida, o usuário
fica com créditos que poderão ser usados para ganhar desconto nas próximas
faturas. Com a nova regra, a validade dos créditos passa a ser de 60 meses.
![]() |
(Divulgação
Agência Brasil)
|
Título para Facebook: Produzir a própria energia no Brasil
está aumentando a cada ano
Título para Twitter: Brasileiros já podem produzir a própria
energia; porém o custo é alto

Nenhum comentário:
Postar um comentário